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Ele é secretário de Cultura e quer incentivar artistas tradicionais.
Grupos com dançarinas fogem da herança cultural nordestina, diz músico.

Chico César é secretário de Cultura da Paraíba (Foto: Divulgação/João Francisco/Secom-PB)Chico César é secretário de Cultura da Paraíba (Foto:
Divulgação/João Francisco/Secom-PB)

O cantor Chico César, secretário de Cultura da Paraíba, disse na semana passada que não vai contratar “bandas de forró de plástico e grupos sertanejos” para apresentações nas festas de São João deste ano. A declaração caiu na internet e criou polêmica entre quem gosta e quem não gosta destas músicas. A discussão on-line colocou o nome de Chico César na lista de assuntos mais comentados do Twitter no país, nesta terça-feira (19).

O secretário de Estado da Cultura da Paraíba, Chico César, emitiu nota nesta segunda-feira (18), afirmando que o objetivo do Governo não é proibir ou impedir que eventos sejam organizados com tendências musicais diversas, mas que não receberão recursos públicos.

"Como secretário de Cultura, digo que o estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Não vou pagar cache de bandas de forró que não se caracterizam como a tradicional cultura nordestina. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências", disse Chico César.

Ele citou que parte do público que vai a festas de São João do estado tem sido injusto com artistas típicos da cultura nordestina. "São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco.

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Em outra ocasião, o secretário lembrou que Geraldo Azevedo também foi vaiado ao cantar Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo da Paraíba. "O público, esperando por uma dupla sertaneja, gritava 'Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver'", afirmou Chico César.

O secretário disse que as festas de São João se tornaram a melhor ocasião para artistas tradicionais se destacarem. "Temos de celebrar a música regional e a cultura popular com artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá e Sandra Belê."

São João nas cidades
Chico César disse que o governo ainda não tem verba estipulada para apoiar as festas de São João nas cidades paraibanas. "Não fechamos apoio com nenhuma prefeitura ainda. De imediato, temos o projeto 'Fogueira da Cultura', que vai começar em maio e tem o tema dos festejos juninos. Queremos levar para as cidades a arte popular, o teatro, o cinema, o forró pé de serra e a cultura genuinamente nordestina."

Segundo ele, a negociação com as prefeituras vai levar em conta a programação de cada uma das festas juninas. "Nossa prioridade é valorizar os artistas locais, que mostram a cultura popular. Essa é a hora certa para valorizar quem já tem pouco espaço nas rádios e nas TVs".

Dominguinhos durante apresentação em Campina Grande, em 2008 (Foto: Glauco Araújo/G1)Dominguinhos durante apresentação em Campina
Grande, em 2008 (Foto: Glauco Araújo/G1)

"Forró descartável"
Em 2008, o músico Dominguinhos disse ao G1 que os
grupos de forró eletrônico são descartáveis e provocou uma polêmica durante o São João em Campina Grande. À época, o sanfoneiro disse que o “forró é igual ao rock porque não deixa ninguém parado”.

Dominguinhos ainda foi enfático ao fazer críticas ao forró eletrônico. “Não dá pra dizer que aquilo é forró. Eles deveriam tentar se entitular de outra forma, porque aquilo não tem nada de forró. Não tem identidade. É uma grande mentira.”

Ele citou o exemplo das letras das músicas que se tornaram hit nas festas de São João de Pernambuco e da Paraíba, como ‘Chupa que é de uva’, do Aviões do Forró, e ‘Senta que é de menta’, do Cavaleiros do Forró. “É tudo muito apelativo e descartável. Eu critico a qualidade musical. As letras são péssimas e falam muita bobagem. É tudo anti-musical”, disse o músico.

Cavaleiros do Forró dizem que música levanta o público (Foto: Divulgação)Cavaleiros do Forró dizem que música levanta o público
(Foto: Divulgação)

Contagiando multidões
Após críticas de Dominguinhos, os grupos Aviões do Forró e Cavaleiros do Forró defenderam seus trabalhos.

Os músicos do Cavaleiros do Forró disseram que a música que fazem são capazes de contagiar multidões e levantar o público. Já o grupo Aviões do Forró afirmou que não tirou a identidade do forró, apenas apostou em batidas diferentes.

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